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10 outubro 2014

Feel like bitching a 'lill bit.

Hey.

Então né.

To revoltada. - Pressiona os lábios em linha - Hm. To tipo, revoltada.

As pessoas sabem como sou, hm, perigosa.

Eu sou uma pessoa ruim, venenosa e vil. Quando provocam.

Hm. É.

Sei lá.

Tava pensando esses dias em montar um mural com fotos de antes e depois das pessoas que já me fizeram mal e eu chutei da minha vida. Pqp como ficaram feios, ninguém quer ficar feio que nem eles. E não foi um ou outro, foram todos.

Muito.

E tipo, cara, se eu mandei você se foder eu meeeeio que falei pra todas as pessoas que amo e com quem me importo que você não presta, é. E isso é tipo... * Contando nos dedos * ... umas 4 pessoas. É. Pra menos.

Então fica loooonge dessas quatro pessoas seu imbecil -.-

Não piora essa sua vidinha de merda com essa sua barriga de 9038409438 metros de circunferência enchendo meu saco, aparecendo na minha frente. Além de tudo você é feio, porra. -.-

Então, é. Só to puta. Cara, to puta. Tão puta que to pensando em cobrar. -.- nnn

Só queria que as pessoas fossem morar na África e morrer de Ebola. (ok que nem precisa ir tão longe assim, é).

Por que eu não posso matar, só incentivar o suicídio mostrando como você é babaca, patético e ninguém te ama. -.-

Então é isso. Some. :|

Sei lá. Hm.

É isso.

* Dando de ombros *

05 julho 2014

A Moça, o Cara e o Rapaz

Ouvindo "Cotidiano" do Chico Buarque, gosto tanto.

E ai? Faz um tempo, nem lembro qual foi a última postagem. Pois bem.

Queria só contar uma história.



Era uma vez um Cara. Esse Cara parecia pequeno, frágil, gentil. Num momento de fragilidade a amizade entre esse cara e a Moça se aproximaram. Ele meio que estava mal, triste, havia perdido o então amor da sua vida. E do nada os dois ficaram próximos. "Aquele olhar", murmurou pra si mesma quando percebeu um brilho no olhar dele.

E então se tornaram amigos, riram, se divertiram e ele contou abertamente que sentimentos pela Moça haviam surgido. A Moça tinha seu par, que não importa pra história, e eles eram amigos também. "Tudo bem" ela murmurou. "Paixões de verão... Se bem que é outono. Bom, vai passar" resolveu.

O tempo passou e o rapaz que a tinha perdeu seu brilho pra ela. Nada demais, "A vida aconteceu" resolveu. E então ela e o rapaz começaram a brigar, cada vez mais frequentemente, e o Cara fazia era incentivar que a Moça se libertasse daquele caos. Ele tinha razão, foi um bom conselho, mas ela temia que não fosse uma preocupação doce de melhor amigo, e sim interesse.

"Talvez se ela estivesse sozinha" ele pensou "eu teria mais chances.". Pois bem. A Moça tratou de esclarecer que não havia como, não havia chance, eram incompatíveis e o desejava apenas como amigo e nada mais.

Ele ficou triste. Cuidava dela, estava ali pra ela, do lado dela e não ganhava uma chance de demonstrar o quanto seriam perfeitos juntos? Divertiam-se na companhia um do outro sempre, ela sorria com ele e ao vê-lo e vice-versa. "Somos perfeitos juntos" murmurou. "Ela terá que perceber" resolveu.

Tentava o máximo que podia enaltecê-la, estar lá, aparecer, falar, olhar e participar. Mas acontece que as chances que ele mal tinha foram sufocadas pelo excesso de tentativas. A Moça se aborreceu. Nunca quis e nunca quereria estar com ele como amores, só como amigos, e só. E sentia-se ofendida pelo excesso de tentativas por parte dele.

- Mas somos praticamente namorados, veja como andamos juntos e nos vemos sempre! Como nos damos bem e as pessoas acham que devíamos ficar juntos, se já não estivermos!

- Pois saiba - Retrucou irritada, mas sem perder a postura e o cuidado - Que não é só contigo que sou assim, somos amigos, assim trato meus amigos, e se for pra colocar que acham que estamos juntos por como somos tratarei de passar-lhe uma lista de todos com quem sou assim. Sabe que sou gentil com quem gosto, e não gosto apenas de ti, aceite.

É quase desnecessário registrar que os fatos que ela empurrava, pouco a pouco, o tiravam do sério e lhe comiam a paciência. "Ninguém é por ela como eu, ninguém a ama como eu" resmungava sozinho. Pois acontece que a Moça acabou por se apaixonar pelo melhor amigo de ambos. Rapaz esse com quem ela andava de braços dados, visitava em casa e ria tão reluzente quanto ria com o Cara. E ele devolveu o afeto, pouco a pouco, de seu jeito e do jeito dela. Tão sutil e tão certo, os dois felizes por terem se dado essa chance depois de dois anos de pura amizade.

Ele odiou, não admitiu na hora, mas odiou tudo sobre isso e fez com que a Moça evitasse falar disso e mostrar perto dele, para não fazer-lhe mal, por que ela o queria bem. Ele insultou-a e disse que não teria futuro, contou coisas que o Rapaz lhe dissera e pedira para que guardasse, traiu a ele. E orgulhou-se disso.

Mesmo sem admitir, talvez nem pra si mesmo, ele quis estragar. Tê-la só era melhor que tê-la com alguém. Ela era dele por direito, talvez. Mesmo que ela houvesse perdido a calma e o estivesse, tratando mal de tão sufocada que se sentia, ele ainda a queria só pra ele.

Mesmo quando alegou ter deixado de amá-la, disse que nunca a amou nesse último ano inteiro em que ele, mais de uma vez, jurou amor eterno.

Ele não soube o que sentir. Ou uma grande mentira, nunca tê-la amado e a ter iludido nisso e feito com que ela moldasse a própria vida para não fazer-lhe mal, ou ele mentir sobre ter parado. Qualquer uma era ruim e dolorosa, ela bem sabia. E nenhuma era algo que um amigo faria, ela bem sabia.

Até que ele decidiu tratá-la realmente mal.

Fez pouco do que dizia, tentou humilhá-la e ofendê-la diante de amigos, ofendeu-a diretamente, falou dela pelas costas, fez com que a Moça se sentisse mal. Até ela revelar que algo a fazia mal e ele abertamente deu de ombros e disse não se importar.

Então tudo caiu e ela se cansou.

A Moça o condenou ao exílio, e para lá ele foi.

Por mais que ela seja forte, que ela não tenha reagido da forma esperada, ainda se pega pensando e inventando diálogos que não vão acontecer. Sente-se mal, infeliz e irritada por, novamente, deixar alguém chegar perto o suficiente para apunhalá-la. Gostaria apenas que ele fosse, de fato, o garoto meigo, gentil e pequeno que parecia ser, e não o grande peçonhento egoísta que se mostrou.

O que mais a tranquiliza é saber que nunca deu à ele a chance que ele não merecia.

07 julho 2013

Sonhos

O foda de ficar pensando em coisas ruins antes de dormir, é que elas voltam piores nos seus sonhos.

Não eram medos, mas sonhei com a tal da garota (estranhamente morena no sonho) e tinha tipo o Jason e eu sabia que era um sonho. E ele atirou em mim, tipo, na cabeça e tal, e no corpo e eu cai no chão e fiquei lá morrendo. Ai eu bati na cabeça dela e disse "poxa, desculpa, foi sem querer" enquanto eu morria. q

Mas ai eu não morri e bati na cabeça dela de novo depois e novamente disse que foi sem querer. Sei lá, foi engraçado. E mesmo sendo um "pesadelo", pra mim foi engraçado mesmo lá, por que eu sabia que era um sonho (eu normalmente e estranhamente costumo saber no sonho que to sonhando) então eu fiquei lá de boa morrendo sem me importar.

Ai do nada eu viajei pra praia (minha família, pai, irmão e a mulher do meu pai tão indo pra praia) e eu lembrei "porra o Bruno vai pra casa hoje" e entrei em desespero querendo voltar pra casa. Só que ai tinha uma lenda de um espírito dum cara que ficava andando de bicicleta pelo bairro Califórnia e Gaivotas em Itanhaém (curiosamente onde fica a casa na praia) e se você olhasse pra ele, ele te matava (oêee) e eu falei pra não-sei-quem que já tinha visto o cara quando eu tava andando de bicicleta, mas foi tranquilo e ele era legal. q

Então estávamos na casa da praia e meu pai disse que ia pra sei-lá-onde de carro, e eu falei "me deixa na rodoviária por que eu preciso ir pra casa da minha mãe, o Bruno tá indo pra lá" e quando ele foi responder eu decidi acordar por que eu tinha dormido demais.

Eu meio que fiquei acordando entre momento ou outro do sonho várias vezes, mas eu voltava a dormir pra saber como acabava. q

Pois é, meus sonhos são estranhos e tal, I know. E ai você se pergunta, nobre espírito que assombra esse blog, mas não era um pesadelo e as coisas voltaram piores? Pois é, meu conceito de pior vs. sonho é estranho por que eu não me impressiono com o que acontece no meu subconsciente perturbado. Acontece que eu estava pensando em amizades que deixaram de valer a pena mesmo depois de anos existindo, e a garota, pra mim, é quem tomou meu lugar pra muita gente. E ela é loira, né. Então ela tava lá, e se eu não me engano, meu ilustríssimo namorado também estava, o que me perturbou por que uma pessoa que pro meu subconsciente é A USURPADOOORAAA (8' -n ficar perto de pessoas que eu atualmente gosto é chato, cara. q

Mas é tranquilamente engraçado por que eu bati nela. ~win~

Eu bateria na vida real também, mas enfim, tenhamos foco q

Bom, foi isso por agora, um sonho bizarro que eu decidi compartilhar, onde eu morri e bati numa garota inocente (por que não foi ela que tirou meu lugar, foram as pessoas que eu gostava que me deixaram pra trás por motivos idiotas, ela é só uma desculpa pra eu não me aborrecer com pessoas que eu amei outrora. Bonito, né?)

Well, se você achou legalzinho, comenta ai, sei lá, é legsal quando tem comentários. Espíritos, possuam o corpo das pessoas e as façam comentar aqui! Por favor! Eu gosto de vocês, espíritos. <3

Atéeee a próxima. :3

Little Alice is hungry!

05 junho 2013

O Fim da Espera

Ela esperou.

Claro que ela esperou, ela sempre esperou. Não pelo calor, não pela sensação, mas pela comodidade. Como, você deve se perguntar? Ela, em sua esplêndida magnitude e eterna indecisão, pensou ter descoberto que seu desejo era um simples laço. Seu coração lhe disse que o fardo de outrora talvez representasse hoje um alívio, mesmo que ainda próximo, ainda ao seu lado.

Eu não sei ao certo o que ela esperava, sendo realmente sincera. Se os resquícios de sua ingenuidade infantil realmente a levaram a crer que aquilo seria possível. Sua razão lhe disse antes, que não, que era ridículo, e por um tempo ela acreditou no certo. Na verdade. O problema foi quando ela achou que devia discordar daquilo. Foi quando ela pensou que havia uma possibilidade de contato.

"Pelos velhos tempos" murmurou a si mesma enquanto encarava um teto sem graça em meio aos seus devaneios. "Por que não dá pra simplesmente jogar tudo isso fora... Certo?"

"Errado." respondi.

Eu nunca gostei dela, ela me atrapalha e torna coisas simples em problemas tão intensos que sinto vontade de apertar seu pescoço e admirar enquanto a vida abandona seus olhos bondosos. Sua bondade é ridícula. Voltei então a falar, na esperança de enfiar algum juízo em sua tola cabeça.

"Por que você pensa em voltar pra perto de algo que te fez mal? Algo que não faz mais sentido perto de você? Por que você insiste em querer sentir dor?"

"Mas... Eu não acho que vou sentir dor..." replicou ela infantilmente. "Aquilo não me faria mal, esses dias passaram, agora é um novo dia, é um novo momento em nossas vidas, é uma nova oportunidade para..."

"Você perceber como você não era tão importante assim? Você assistir de perto como você passou? Como nenhum deles sente sua falta? Você acha que é coincidência não falarem mais com você? Não estão ocupados, não estão distraídos. Eles fizeram uma escolha."

"Mas... Eu também posso fazer uma escolha..."

"Não é uma escolha existente pra você. Você não tem esse direito, pare de querer tomar pra si coisas de que você abriu mão. Isso é patético e triste. Você é patética e triste."

"N-não! Veja... Eu só quero ter um pouco do que eu tinha antes..."

"Veja você." Disse ríspida segurando-a pelo braço e encarando-a com toda fúria que me consumia graças a sua débil teimosia "O que você tinha antes agora é um passado distante. O que você tinha antes se foi, está morto pra você. Sua implicância com o passado me enoja e irrita, eu estou simplesmente cansada de ter que perder o meu tempo dizendo coisas óbvias pra você, criatura estúpida, mas sabemos que isso é necessário por que dependemos uma da outra. Então entenda. Agora você tem outra vida, outras pessoas, outras preocupações, e sua estupidez crônica só nos atrasa. O que mais vale pra você? Sentar e lamentar um passado morto ou olhar pra frente e cuidar do que você tem? Quem vai cuidar do que existe agora? Nós duas sabemos e sempre soubemos que estamos sozinhas boa parte do tempo, agora esse tempo é menor, o meu tempo com você é menor, mas se você continuar agindo dessa forma, esse tempo voltará a ser extenso... E eu sei que você não quer ficar sozinha comigo tanto quanto eu não quero ficar com você."

"Você sabe o quanto foi importante... Pra nós duas..."

Foi inegavelmente importante, não sou hipócrita. Mas passou. Mesmo assim, depois dessa conversa ela continuou esperando tolamente pra que seu desejo se realizasse. Ela tentou, esperou, achou que daria certo. Até que ela recebeu a punhalada.

Foi divertido observá-la sangrar e tombar inerte, ficando no chão por um tempo ao ver que seus temores se concretizaram. Mas eu pude ver em seus olhos o desdém instalado. Ela não queria que aquilo tivesse acontecido, mas aconteceu. Ela desejava o melhor, desejava coisas boas... A mesma ladainha de sempre, e eu sabia que essa tênue convicção tombaria em breve. Infelizmente a dor dela me afeta um pouco, mas me anima. Ela acordou. Ela finalmente se viu livre do delírio patético que tinha. O resto de sua ingenuidade e confiança escorrendo por entre seus dedos pálidos. Seu corpo deixou de se mover. Ela não está permanentemente morta, muito pelo contrário, ela só está temporariamente apagada.

Nesse momento apenas me sentei e a observei de cima, ali, triste e jogava no chão sobre uma poça de sangue. Ela parou de esperar que a vida fosse a coisa meiga e harmoniosa que ela achou que fosse. Ela parou de esperar que seria para sempre lembrada como alguém incrível e única. Ela desistiu de acreditar que era tão importante pra pessoas que não a procuravam.

Ela finalmente aceitou que o que havia às suas costas jamais a alcançaria de novo. Eu vejo em seu rosto pálido encostado no chão, um sorriso débil manchado de vermelho.

O fim da espera a fez ver que ela estava finalmente livre.

E ela começaria então a olhar apenas pra frente.


07 abril 2013

A vida, aquela vadia ingrata.

Sabe, eu fico pensando na vida e em como ela é estranha e pode mudar repentinamente, e percebo que ela não é algo em que se possa confiar.

Por que? Bom, é simples. Num dia você conhece uma pessoa. Vocês se apaixonam, conseguem ficar juntos e tudo é lindo, tudo é mágico. Você ama aquela pessoa com toda sua força, você faria de tudo por ela. E ela te ama também, você sabe disso. Ela cuida de você, fica do seu lado, faz de você a pessoa mais feliz do mundo. Até que tem uma briga ou outra, mas nunca nada grave. Você passa bons anos ao lado dela, e então um dia, as pequenas brigas fazem tudo virar um inferno, e as incontáveis juras de amor ao pé do ouvido são apenas um sonho distante, morno e delicado, longe da planíce gélida que é agora o seu relacionamento.
Aqueles momentos perfeitos. 
Chega num ponto que aqueles momentos deitados num gramado encarando um céu no fim da tarde deixam de ser lembrados, e tudo o que importa é toda e qualquer coisa negativa. Deixa de ser sobre cuidar, amar, dar amor e vira apenas possuir, isolar, questionar. Você quer tirar aquela pessoa do mundo por que tudo à sua volta parece uma ameaça. Qualquer um pode tirar aquela pessoa de você, e ela iria embora rindo sem se importar. Na sua cabeça, a pessoa está por um fio de te deixar. Então você se transforma num monstro possessivo e cego, que mais fere do que zela.

E então, todos os bons e iluminados momentos se tornam um nada. Menos carinho, mais brigas, menos conversas, mais ignorância, menos atenção, mais raiva. Deixa de ser bom, deixa de ser feliz. E então chega num ponto em que tudo o que era pra sempre se prova falso. Todas as expectativas são frustradas. Toda a felicidade que tiveram outrora cai e se estilhaça no chão como delicadas taças de cristal, e depois se transformam numa poeira carregada pelo vento.

As pessoas se cruzam num mercado, se veem. Olham para direções opostas, passam um pelo outro, ninguém diz nada. Se encontram na rua, talvez. Também se veem. Simplesmente continuam seu caminho. Mesmo compartilhando anos de sua vida, mesmo, talvez, conhecendo um ao outro melhor do que qualquer outra pessoa, mesmo tendo um dia tido a coisa mais bonita e forte... Acabou. Pois a vida tirou isso deles.

Não é como se a vida deles acabasse, as pessoas sempre seguem em frente, encontram outras pessoas, são felizes novamente. É o fluxo da vida, afinal. Mas a confiança que a vida tira. A fé que você teve um dia de "amor é para sempre" é desfeita. E por mais que depois você queria acreditar, queira muito por na cabeça que o amor pode sim ser eterno... Você lembra que a vida te bateu na cara da última vez que acreditou nisso.

E então a insegurança se torna maior, embora o novo amor seja forte feito diamante, aquela insegurança sempre vai ficar lá... "Se cansaram de mim uma vez, vão cansar de novo..." esse tipo de pensamento, a sensação de não ser o suficiente. A vida te dá um debuff pra você levar na cabeça. A insegurança da primeira falha.

Eu tenho essa insegurança, a carrego comigo. Mas eu confio, eu acredito e vou lutar por isso. Claro que sou insegura, a vida me odeia e gosta de tirar meu biscoito e chutar meu joelho. Mas eu confio naquela pessoa, eu confio que pode dar certo. Eu acredito de verdade nisso. Eu sou o tipo de pessoa que coloca todas as fichas numa só possibilidade, por que acho ridículo tentar mais de uma. E tudo o que eu tinha está nessa. Então, quem sabe, não seja algo duradouro? Duradouro será, mas... O que impede disso seguir até perder de vista, e os bons momentos não serem algo inicial, mas algo infindável.

Eu não sou uma pessoa otimista, eu não tenho esperança, eu não acredito em "pra sempre".

Mas no momento, eu quero acreditar. Eu quero que seja verdade. Eu espero pelo melhor.

E não vou me arrepender se der errado por que não vou deixar. Vou por no da vida antes que ela ponha no meu. q


É isso ai por hoje, um pequeno desabafo sobre isso, sei lá. Só pra constar, eu estava muito pensativa hoje. Até a próxima então, fastasminhas.

04 dezembro 2012

A verdade sobre a vida

A vida é uma vadia impiedosa, temperamental, invejosa, sádica, cretina, egoísta e mais um monte de adjetivos que não é muito legal de por aqui. É um blog que família...

... Só que não.

Cara, sério. Acho que o que eu mais faço é dizer o quão cretina a vida é com as pessoas. Sério. Até comigo. Minha vida está em um ápice de felicidade e alegria, tudo perfeito, maravilhoso. Estou realmente feliz. E volta e meia ela ainda vem me dar um pescotapa e dizer "Lembre-se, eu te odeio, tá? Não fique muito confiante".
E essa é a vida. Fim.

Mas eu seria hipócrita se negasse a frase "há males que vem para o bem". Há males que vem pra foder, claro, incontestável. Tipo Titanic. Me diz que coisa boa veio pra galëre que morreu? Nada, só morreram congelados, assustados, tristes e ferrados. Só isso. Não foi bonito, não foi feliz. Só foi trágico.

Voltando ao assunto. Ano passado eu reclamei de tudo na minha vida por culpa de um cisco insignificante que ferrou com tudo, certo? Imagino que vocês, fantasmas, se recordem de meu drama passado. Mas eu cheguei num ponto em que eu consigo olhar pra trás e suportar pensar a respeito... E eu concluí que se eu pudesse voltar no tempo AGORA e mudar um único detalhe... Eu não mudaria. 

Incrível, não? Seria apenas eu impedir duas pessoas de fazer sexo há uns quase 19 anos atrás e tudo seria resolvido. Só que o problema é que eu não quero mudar meu presente. Veja bem, eu tenho um grupo de cretinos amigos que eu amo muito, que estão sempre ao meu lado e se importam comigo. Estou de boa com a minha família. To de boa com a faculdade. Tenho um namorado perfeito, incrível e maravilhoso que eu amo de forma irresponsável e sem noção... 

E eu não abriria mão de nenhum deles mudando meu passado.

Por que eu realmente estou feliz onde e como estou. 

Então eu penso que mesmo a vida tendo posto aquele infeliz no meu caminho, ele tendo destruído meu ano passado inteiro com sucesso... E quase metade desse ano pela ressaca dos danos... Eu não mudaria isso. Claro, se eu pudesse matá-lo no presente eu o faria (se houvesse uma forma de fazer isso e não ser presa, culpada, etc) mas eu não quero NUNCA correr o risco... De perder o que eu tenho. Por nada nesse mundo.

Se eu aguentei passar por aquilo e chegar até aqui, pra que mudar? Vai que aquilo realmente foi necessário pra me fortalecer ou qualquer merda de auto-ajuda que digam sobre tragédias na vida? Eu não duvido disso, de verdade. Eu só quero aproveitar tudo antes da vida tirar meu chão de novo. A única coisas que eu tenho certeza que tenho mesmo são meus amigos. Eles estão sempre do meu lado... E no grupo "amigos" está a pessoa que detém todo meu amor, claro. São minhas pequenas e delicadas certezas que eu protejo com todo meu coração.

Sei lá, viver e ir pra frente, com o olho no futuro sem esquecer do passado pra não repetir merdas no presente, e é assim que se vive. Vamos lá então. 

03 novembro 2012

Mudanças

"This was no accident, this was a therapeutic chain of events"

Há quanto tempo, não? Eu sei que sempre digo que escreverei mais e tal. Mas eu minto, whatever.

O trecho da música "Camisado" da minha banda favorita* ali em cima é uma boa verdade sobre minha vida no momento. Deixe-me resumir.

Muito tempo e esforço foram investidos em algo que desde o ano passado devia ter parado, mas não tenho uma máquina do tempo, então foda-se. Um ano depois... Meio que exatamente, os envolvidos perceberam que era algo infrutífero e frustrante, por tal o projeto foi abandonado. E então começou mais uma série de mudanças. E eu odeio mudanças, muito.

Mas dessa vez eu gostei delas.

Meu objetivo era descansar, ficar tranquila, esperar e me concentrar em... Qualquer outra coisa. Sempre estive bem sozinha, sabe? Por muito tempo. E eu estava tranquila.

MAS! Nada saiu como planejado. Por que? Oh, eu explico por que. **

Vindo do nada, a wild ~pessoa~ appeared and used charm na Mika. And it was bloody effective.

Não quero ficar falando demais a respeito, mas... O que interessa é que eu estou bem. Porra, eu estou bem pra caralho. E isso é meio inédito depois de tanto tempo frustrada. Pois basicamente eu achei que eu estivesse lá em baixo, desmotivada e tudo mais... Trouxeram um pouco de calor pra minha vida e eu estou feliz e tenho expectativas.

Cara, odeio expectativas por que... Elas fodem. Quando não acontecem eu fico TÃO decepcionada que é difícil de acreditar. Eu não gosto de esperar nada de ninguém, eu me prometi que não confiaria em ninguém tão facilmente... Mas porra, não consigo muito controlar o que eu sinto ou a velocidade violenta com que cresce, mas tudo o que eu sei é que... Eu espero que dê certo, pelo menos uma vez na vida. Seria ótimo se desse certo, né?

Bom, por enquanto é isso, eu falo sozinha por que ninguém lê essa merda e eu não sei por que ajo como se um dia isso fosse acontecer...

Então pronto. E foda-se, eu estou feliz pra caramba.


* A banda é Panic! At The Disco.

** Eu não sei usar "por que" e realmente não me importo, não me encha.

28 dezembro 2011

Então eu fiz um blog.

Fiz pra poder documentar as coisas dessa minha vida incrível esse ano, com tranquilidade e etc, o que acontece... O que deixa de acontecer. Estou deixando pra trás o feio, o negativo, o prejudicial e abraçando a antiga felicidade, a predisposição a ser feliz que eu esqueci de usar em 2011. Agora faltando três dias pro melhor ano da minha vida eu começarei a falar sempre que possível, como estou, por que estou e como eu acharia interessante estar. Vou me colocar aqui na vitrine e é isso ai. Não almejo leitores, vou mostrar pros amigos. Eu quero me ver por meio da fonte mais confiável: Eu mesma. E assim os outros verão desde o início como eu me vejo ou como eu queria ser vista. Só quero documentar minha constante sinceridade interior nessa nova parte da minha vida. Qual?

Me formei e agora começo na faculdade e em breve estarei trabalhando. A vida começará a tentar perder o brilho, tentará me tirar o sorriso. Mas a parte antiga, meus amados amigos e família irão como sempre me ajudar, já que estou determinada a escutar a eles já que são os que me Amam de verdade.

Agradeço muito a todos que me fizeram sorrir em 2011, mas o passado agora abraça meu fantasma e o carrega pra longe de mim, enquanto o futuro me estende a mão com seu sorriso novo e duvidoso me puxando na direção daquele novo portal iluminado que me aquece e se abre a medida que me aproximo dele.

E não vou perder nenhum segundo em hesitação imaginando como seria, vou entrar de cabeça erguida e peito estufado pronta por que vier.

And that's going to be my life now on.