03 março 2013

Miados


Despertou. Sua primeira ação foi se espreguiçar gostosamente num bocejo silencioso e lento. Piscou seus olhos grandes e verdes antes de levantar da macia cestinha. As almofadinhas de suas patas tocaram o chão gelado, e ela miou baixinho antes e colocar as outras três no chão também. Olhou em volta. Nenhum sinal de seu humano. Acontecia, ele costumava acordar antes e ir fazer outras coisas. Saiu andando. Aquele apartamento era muito, muito grande, então era sempre muito divertido fazer seus passeios diários.
Sua cestinha ficava no quarto dele, então ela pulou na cama (que era bem alta) e farejou. Não estava quentinha, mas tinha o perfume de seu humano. Miou novamente e sentou ali esperando que alguma coisa acontecesse. Ergueu a patinha esquerda e passou a língua áspera por ela, depois passando pelo próprio rosto. Repetiu a ação algumas vezes até sentir que aquela patinha estava suficientemente limpa, assim como um lado de seu rosto.

Desceu da cama e saiu do quarto com seus belos pelos castanho-avermelhados se agitando com os passinhos felinos. Atravessou a sala em silêncio. Olhava em volta procurando por ele de forma atenta. Não gostava de acordar sem tê-lo por perto. Era incômodo. Preferia quando ambos despertavam ao mesmo tempo, era muito melhor. Quando se aproximou da cozinha ouviu alguns ruídos. “Deve ser ele”, pensou a gatinha enquanto entrava naquele cômodo.

Ela parou na porta e ficou olhando. Seu humano estava estranho, sentado à mesa encarando em silêncio uma tigela. Não sabia o que tinha ali, mas realmente não se importou. Ele estava parado, embora momento ou outro movesse a colher que segurava. Ela miou. Nenhuma reação. “Que bizarro, o que ele tem?”. A gatinha andou até a cadeira em que ele estava e miou novamente “Ei humano, ei. Olha pra mim, humano. Ei!”.

Não se importou. Ela se aborreceu e se ajeitou no chão pronta pra pular. E então o fez subindo no colo dele e o assustando. Ele soltou a colher e encarou o pequeno felino, e parecia aborrecido. Ela apoiou as patas no peito dele ficando em pé em seu colo e começou a miar. “Por que você não me dá atenção, humano? Você tá doente? Eu quero atenção”.

– Agora não, mas que saco!

Ele a segurou e colocou no chão. Claro que ela não entendeu o que ele disse, mas seu tom de voz foi suficientemente agressivo. “Mas que ranzinza chato você tá hoje.” Ela miou. A gatinha andou até o outro lado e pulou direto no balcão, andando até ficar na frente dele e colocando a patinha macia sobre a testa do garoto. “Humano, ordeno que pare de ser estranho.”

– Para de me encher o saco, que coisa, não to a fim de brincar agora, ok? Me deixa em paz!

E novamente ela foi ao chão. “Mas quem esse humano pensa que é?!” pensou indignada antes de ir até sua tigela de água. Ela colocou a patinha na beirada do recipiente (que ficava sob a mesa em que ele estava) e a virou, causando um ruído de porcelana balançando no chão que chamou a atenção dele.

– Mas o que...? Poxa, pra que você fez isso?

“Eu quero atenção”, miou.

– Caramba, agora vou ter que secar tudo...

“Me dá atenção, humano.”, miou mais.

– Fica quieta um pouco!

“Para de chiar e me dá carinho, minhas costas não vão se coçar sozinhas, humano.”, miou e se apoiou na perna dele.

– Assim não dá!

Então ele a pegou no colo por baixo do começo de suas patinhas, deixando o rosto felino dela na mesma altura que o próprio. Ela ficou esticada no ar encarando-o com indiferença. “Que é?” miou.

– Qual o seu problema? Por que você tá tão chata? – Questionou em tom de súplica encarando o animalzinho de perto.

“Eu não sei o que você tá falando, humano” miou “mas eu quero atenção e você tá de mau humor”.

A gatinha agitou as patinhas e alisou o rosto dele como pode, então abaixou a cabeça e lambeu a mão esquerda dele.

“Eu amo você humano” miou “Me dá carinho e você vai ficar melhor, eu sei que vai. Você sempre fica melhor depois de me dar carinho.”.

Ele ficou em silêncio e abraçou a gatinha, que se apoiou nele e ronronou baixinho passando a cabeça em seu pescoço. Acariciou a cabecinha dela e suspirou, sorrindo então como quem se conforma, mas se sentindo realmente melhor sem poder explicar como.

– Você precisa ser tão chata assim só pra me animar? Sério?

“Bom humano, humano obediente... Continue assim, você não me dá carinho de mau humor. Eu gosto de carinho, então fique feliz” miou em meio a um ronronar sutil.

– Você é insuportável, mas não sei o que faria sem você.

Riu então carregando a gatinha de volta pro quarto e retomando seus afazeres. Por mais que às vezes tudo pareça ruim, ou as coisas fiquem tristes e toda a motivação suma... Sempre tem alguém pra lembrar que há algo mais importante e simples pra se preocupar do que problemas ou algo do tipo. A vida é muito mais simples do que parece, e afagar um gato normalmente resgata o dia de forma simples e eficaz.

***

Comentem pelo gatinho muito sortudo. q

Eu estava me sentindo meio desanimada e decidi escrever alguma coisa do meu ponto de vista felino. É realmente assim, ter um gato. Ou ter uma pessoa chata que é chata pra fazer você voltar a ser feliz, por de volta no lugar. Sei lá, acho que vale sempre a pena dar atenção à essas pessoas. Geralmente me ajuda a ficar mais feliz, aposto que poderia ajudar mais gente também. Só uma dica, sei lá.

Até mais fantasmas. :3

Festival Aleatório

Sabe, cara, eu tava pensando numa séries de coisas aqui com meu zíper (por que não uso lá muita coisa com botões) e decidi fazer uma postagem de coisas aleatórias. Eu penso demais e penso em muita asneira... E não tem ninguém pra conversar besteira agora.

O negócio é que, eu tenho minhas teorias mirabolantes sobre a vida. Por exemplo. A maior conspiração governamental já vista. Comprar pão por kilo.

Tão belos, dourados e gordinhos... Quanto pesados. 


Paremos pra pensar. Antes o pão era algo em torno de R$0,20 centavos a unidade. Então você podia chegar feliz e faceiro na padaria, pedir dez pães e seguramente gastar R$2,00. Mas essa deixou de ser a nossa realidade quando passaram a cobrar pão pelo seu peso. Seus dois reais já não rendiam tantos pãezinhos, sua vida já não era mais a mesma.

E isso gera uma reação em cadeia. As padarias passaram a fazer pães maiores, mas pesados, mas maiores de bons (sim, proposital). Com isso eles passam a engordar mais. As pessoas querem comer dois pãezinhos e acabam comendo o equivalente a 4.5 pãezinhos de antes, quando o mundo ainda fazia sentido. O que gera uma epidemia [?] de pessoas gordas, infelizes e pobres (por que agora você paga muito mais pelos seus pães).

Com isso temos uma legião de pessoas insatisfeitas, e ninguém que gosta dessas delícias ~cocrantes~ por fora e deliciosamente macias por dentro está a salvo. Ninguém. Daí que vem o mau humor, a indisposição, a má vontade. Pobreza, excesso de peso INFELICIDADE EM MASSA e as pessoas FINGEM QUE A RAIZ DO PROBLEMA não é esse!

É tudo coisa do governo pra acabar com todos nós, tirar nosso dinheiro, nossa forma física, nossa felicidade... Enquanto o pão foi cobrado por peso o mundo continuará assim, continuaremos nessa marcha lenta em direção ao fim, em direção à infelicidade. Em direção à extinção da raça humana!

E ninguém esperava que a origem do problema fosse tão, tão simples... Quando cobrar o pão por peso.

PENSE NISSO. Antes que seja tarde demais.

01 março 2013

O Lugar Mais Feliz do Mundo


Não sabia ao certo se estava em silêncio ou não. O momento era voltado a sensações, não necessariamente à realidade. Sentia-se leve. Leve como nunca estivera antes. Parecia que podia flutuar graças a ausência de preocupações, de dores e ansiedades. Não tinha pressa, não tinha medo. Só se sentia pura e confortável em si mesma, em todo aquele espaço limpo e tranquilo.

Sua mente se ocupava com simplicidades. Se ela tivesse uma cor naquele momento, seria um azul claro, aquele azul que forra o céu por trás das nuvens numa manhã fresca e ensolarada, com um toque delicado de lilás para diferenciar. Era tudo tranquilo, feliz. Sua mente nunca estivera tão pacífica.

Aos poucos a noção de ter um corpo retornava, mas não de forma comum. Ela podia sentir as próprias costas. Estavam apoiadas em algo quente e macio, confortável e convidativo. Sentia que havia vida naquilo em que se apoiava. Percebeu aos poucos os batimentos lentos, e sentia perto do rosto uma respiração morna acaricia-la. Seu rosto. Percebeu que seus olhos estavam fechados já que o hálito tocou de leve sua pálpebra. Ela estava perfeitamente confortável.

Então pode sentir os próprios braços, que assim como suas costas estavam em contato com algo morno e confortável. Braços, provavelmente. Acomodavam-na perfeitamente, como se seu corpo houvesse sido montado para encaixar perfeitamente ali, para ser envolvida calorosamente naquele lugar perfeito.
Seus dedos estavam afastados uns dos outros. À medida que percebia seus braços, percebeu que os braços que não lhe pertenciam acompanharam os seus até as mãos. E seus dedos se entrelaçavam com os daquela pessoa.

Sentia-se sonolenta naquele abraço. O tempo parecia ter parado, congelado ali apenas para preservar a tranquilidade e equilíbrio que havia entre eles. Tudo o que ela sabia de seu passado era que nunca antes se sentira tão bem. De seu presente, que não queria que aquele momento tivesse um fim. E de seu futuro... Que desejava pra sempre aquele refúgio.

Não sabia onde estavam e nem há quanto tempo estavam lá... Mas não sabia por opção. Era irrelevante o lugar, a hora, até mesmo o século deixava de ser importante. Só importava o momento, eles dois. Aquele calor que os envolvia de forma tão verdadeira. Mesmo com sua mente vazia de pensamentos, ela sabia que aquele era o seu lugar. Sua pequena utopia, seu paraíso particular.

– Ei, vamos pro amarelo?

Disse a voz feminina que interrompeu o devaneio. Ela abriu os olhos e reconheceu o ambiente. O corredor da faculdade, algumas pessoas passando e conversando entre si, o barulho de cadeiras sendo arrastadas, o normal de uma faculdade qualquer. Olhou para pessoa que os chamara e suspirou se afastando dele lentamente, e logo se virando para encará-lo. Ele também estava sonolento. Ajeitou o casaco jeans e ajeitou o cabelo com as duas mãos, apenas as mechas da frente como de costume, bocejando de forma similar a um rugido de leão.

– Meh, vamos.

Ele falou no fim de seu bocejo e levantou ajeitando as roupas. Por algum tempo a garota não se moveu, mas ele logo estendeu a mão para ela a convidando para ir junto, o que ela faria de qualquer forma. Ergueu sua própria mão em direção a dele e a segurou, com a certeza de que iria pra qualquer lugar que ele se oferecesse para leva-la. 

Três meses dessa sensação maravilhosa de paz, muito obrigada  namorado. :3



18 fevereiro 2013

The llama song!

Cara, eu estava passeando despreocupada pelo Facebook quando DE REPENTE

PÃ PÃ PÃ


Eu lembrei, graças a uma publicação da minha amada noiva Claire, da música da llama! A letra é simplesmente linda, e então decidi vir compartilhar com vocês, amados e prezados fantasmas. :3




The Llama Song

Here's a llama 

There's a llama 
And another little llama 
Fuzzy Llama 
Funny Llama 
Llama Llama duck 



Llama llama 
Cheesecake llama 
Tablet, brick, potato, llama 
Llama llama mushroom llama 
Llama llama duck 



I was once a tree house 
I lived in a cake 
But i never saw the way 
The orange slayed the rake 
I was only three years dead 
But it told a tale 
And now listen little child 
To the safety rail 



Did you ever see a llama 
Kiss a llama 
On the llama 
Llama's llama 
Tastes of llama 
Llama llama duck 



Half a llama 
Twice a llama 
Not a llama 
Farmer llama 
Llama in a car 
Alarm a llama 
Llama duck 



Is that how its told now 
Is it oh so old 
Is it made of lemon juice 
Doorknob, ankle, cold 
Now my song is getting thin 
I've run out of luck 
Time for me to retire now 
And become a duck



Essa música me faz tão, tão feliz que eu estou ouvindo desde que lembrei dela. Já faz quase uma hora sem parar, e ela tem 40 segundos de duração, ou seja... Tá foda. E eu não pretendo parar tão cedo, então meu cérebro será danificado permanentemente por ela! Juntem-se a mim! Ah... Esqueci que fantasmas não tem mais cérebro... Oh well. ):

Com essa imagem adorável eu termino a postagem. 



15 fevereiro 2013

Eu queria postar alguma coisa

Mas não sei o que postar. Podia postar imagens bonitinhas ou talvez alguma pornografia, quem sabe. Não que eu tenha esse tipo de coisa no meu pc, claro que não, né. * Tosse *

Bom, sei lá. Eu continuo sem saber direito o objetivo do meu blog. Eu acho que é falar da minha vida e de coisas que eu acredito ou não, mas ainda não tenho certeza.

Então acho que vou contar um pouco como estão as coisas. Eu estou cheia de planos e ambições voltadas para o meu ~relacionamento~. Por que eu gosto de fazer coisas legais. Vou explicar por que.

Deve ser uma necessidade de aprovação/medo de perder. Eu tenho medo da frase "mas eu não sabia que você gostava tanto assim" e coisas do tipo, então eu acabo sendo insuportável e repetindo afirmações. O hábito irritante de ficar dizendo"eu gosto de você, tá? TÁ? TÁAA?" poizé. Não tenho certeza de onde veio isso, mas deve ser por que já perdi gente demais nessa vida, e se for pra perder mais gente quero ficar tranquila com a minha mente com aquele "Sem arrependimentos, sempre disse tudo o que tinha pra ser dito" acho que isso é bom, e eu preciso disso pra ficar em paz, de verdade. Ou depois de cortar relações com a pessoa eu vou ficar mandando mensagens e coisas do tipo por ter talhado na mente "assuntos não resolvidos com fulano". E sério, é horrível.

Não que eu ache que vá perder essa pessoa. Meio que pela primeira vez na minha vida eu quero acreditar no quão pra frente isso vai, a ponto de violar meus princípios/normas de segurança internas e pensar nas coisas que estão à frente, considerar tudo demais. Por que veja bem, quando você encontra alguém com o grau de compatibilidade tão elevado e intenso... Não tem como não pensar em tantas coisas, sabe?

Voltando. Eu tenho muita coisa planejada. De verdade. Queria muito entrar em detalhes sobre elas, mas não posso por aqui, né.

Acho que uma dessas coisas é fazer um post só sobre ~ele~ aqui, mas sei lá. Tudo depende de muitas dependências e tal e coisa, e coisa e tal.

Mas num geral minha vida está muito boa, eu estou muito bem, estou feliz e me sinto parcialmente realizada. Ainda falta algumas coisas como um emprego e deck boxes, mas tudo se ajeita. com o emprego eu já vou conseguir completar outras coisas da minhas vida (vulgo Dimmy e Avacyn, os meus decks). Então sei lá, se você acredita que minha vida é, de alguma forma, interessante, só acompanhar aqui e você saberá mais coisas. Também quero fazer um post sobre League Of Legends. Que é daora, ermãos.

Bom, é isso. Até a próxima então, fantasmas.

05 fevereiro 2013

Saúde.

Isso é algo engraçado pra mim. Por muito tempo eu fui muito saudável. Não por tipo "omg omg tenho que ser saudável mimimi", mas por que eu realmente gosto de coisas saudáveis. Alimentos, alguns esportes. Eu só odeio andar e correr sem motivo, mas sempre adorei jogar futebol, fazer jump (ginástica com um trampolim e tal, é loco) e coisas do tipo. Mas ai eu parei de fazer acm e fiquei só na alimentação saudável. Tava tudo bem e tal, até 2011.

Todo mundo que me conhece já tá careca de saber o lixo monumental que foi meu 2011, esse não é o ponto. O ponto é simplesmente o resultado desse ano nos meus hábitos alimentares. Que deixaram de existir. Passei praticamente o ano inteiro sem almoçar ou jantar direito, vivi numa dieta à base de Coca-Cola e H2OH! e eventualmente eu comia um X-Salada. O motivo é simples: Quando fico nervosa eu tenho enjoo. Um enjoo intenso que me impede de comer. Passei o ano nervosa, passei o ano enjoada, passei o ano sem comer. Ai veio minha gastrite e minha anemia.

Todo bom gordinho ou ex-gordinho que já tentou emagrecer sabe como é difícil pra caralho mudar uma rotina alimentar, por isso passei também o meu 2012 me alimentando porcamente (eu não faço ideia de como continuo viva, ou como não desmaiei por ai). Já cheguei a passar o dia inteiro sem comer, tomei só um refrigerante e ficou tudo "certo". Todo mundo brigou comigo por causa dos meus hábitos, mas eu pouco me fodi para todos os comentários como eu costumo fazer ao falarem da minha saúde.

Mas ai chegou esse ano. Esse ano/final do ano passado deu uma melhorada. Eu passei a andar mais já que vivo indo pra Santo André/São Caetano, e acabei desenvolvendo o bizarro e quase esquecido hábito de comer alguma coisa. Não confundam nem nada, não virei a saúde em pessoa, eu to escrevendo isso enquanto tomo Coca-Cola e ainda não comi nada hoje.

Bom. Acontece que esse ano é o primeiro em muito tempo em que na virada eu não tentei prometer nada pra mim mesma... Com relação à mim mesma. Eu tava ocupada aquela hora, é. E ai começou o ano e eu mudei algumas coisas na minha vida. Uma delas foi evitar escadas rolantes. Não parece ser grande coisa, mas cara, tem muita escada daqui até Santo André (e vice-versa) se você for de trem/metrô. E não é grande coisa mesmo, mas é um começo. Eu tenho andado mais. Muito, muito mais. O que tá difícil por que eu acho que desenvolvi algum problema respiratório, por que quando me esforço demais eu sinto uma dor tensa no peito e não consigo encher os pulmões pra respirar... Enfim.

Além disso eu acho que desenvolvi o hábito de tomar café da manhã. Há um claro culpado por isso, o culpado sabe BEM quem é. Ai eu acordo e como uma tigela ignorante de cereal radical, ou tomo um pouco de suco... Ou só bebo refrigerante pra depois comer alguma coisa. Eventualmente eu almoço também.

Então, basicamente, DO NADA eu decidi inconscientemente me tornar menos negligente com a minha saúde. Talvez isso me possibilite passar dos 25. * Otimista *

Sei lá, eu espero que continue assim. Agora eu meio que tenho um motivo pra viver, então... Viver seria bacana.

Até mais, fantasmas. :3


13 janeiro 2013

Hoje não é um bom dia

Como o título já diz, hoje não é um bom dia.

Esse dia, agora, é uma dia ruim que eu devia ficar longe de tudo e todos, e eu só percebi depois que algo deu errado. E ainda tá dando errado enquanto eu escrevo... * Sigh *

Uma foto melancólica que eu tirei na estação outro dia... É uma paisagem legal pro momento.


É estranho por que escrever me acalma, eu recoloco minha cabeça em ordem. Eu não gosto mais desse dia, de verdade. Dia treze outrora significou algo tremendamente importante pra mim, mas esse não é mais o caso, rite? Então agora eu estou refletindo um pouco em outros tópicos.

Antes de qualquer coisa estou no meio de algo que é realmente difícil de acontecer, d'eu fazer. Eu fechei os meios de comunicação comigo. Bom, teria o orkut por causa da minha conta do Google... Mas né, Orkut. Ninguém vai atrás de mim lá. Então eu estou aqui com meu rosto ligeiramente úmido e quero discutir um pouco o tema do dia, né? Tomar as dores das pessoas.

Sabe, é válido e não é. Mas o negócio é que tomar as dores alheias gera uma porra duma reação em cadeia. Por que? Well, simples. Vamos usar nomes fantasia.

A Jenovéva brigou com o Getúlio por um cupcake. Mas no final das contas não tinha cupcake e tal, e ficou tudo certo. Mas a Leocócita achava que o cupcake devia ser do Getúlio, e então tomou suas dores pra conflitar com Jenovéva. Só que a Xenóbia (lê-se zenóbia, mas é com xis mesmo) não achou lega a Leocócita brigar com a Jenovéva, e então Xenóbia foi caçar assunto com Leocócita e a vida da Jenovéva ficou meio chata.

Mas por que a Jenovéva ficou estranha já que o problema tinha saído de suas mãos? Por que não é legal as pessoas que ela se importa brigando e tal... Mas esse é justamente o motivo da intromissão de Leocócita e Xenóbia. Então entramos numa reação em cadeia bizarra e desnecessária por que na verdade não precisava disso tudo.

Mas seres humanos são complicados. Você tomar as dores duma pessoa é um ato nobre e bonitinho, certo? Meh, não. É bonitinho, de verdade, mostra que a pessoa se importa com você o suficiente pra entrar em conflito com outra (indiferente do grau de importância das pessoas em questão). Mas não é necessário... Por que se as coisas fossem deixadas quietas haveria bem menos conflito e apenas uma pessoas ficaria chateada, ao invés disso a conta termina em uma pessoa chateada e duas irritadas, e talvez posteriormente, chateadas também. Isso é muita gente chateada.

Mas revendo, é meio difícil de você impedir alguém de tomar alguma atitude por você, por que afinal de contas, cada um decide o que vai fazer ou não com relação a quem quer que seja. E eu não sei usar crase, acho que "a quem" precisa de crase, mas não é esse o assunto, certo? Certo.

* Sigh *  Eu só não gosto de causar problemas, queria ficar de boa lá sem ninguém encher meu saco e sem que eu precise encher o saco de ninguém. Não quero problemas, não quero dar problemas, não quero ser o problema. Eu não to num momento da minha vida que eu suporto mais problemas, mais conflitos. Minha vida inteira foi um grande conflito, queria poder só suspirar profundamente e sorrir, mas nesse dia é difícil.

Esse dia tá cheio de energia negativa pesada e intensa. Não por minha culpa, mas puseram um peso tenso nesse dia, era um dia de grande importância que acabou por perder completa e totalmente seu significado por que a vida continua e os banhistas são como os carros, os jetskis são como as pessoas e as lanchas são como as motos... Não, pera.

Eu gosto de falar pra me acalmar, mas não dá agora, então eu escrevi. Não é um post válido nem nada, é mais um desabafo e minha opinião sobre um monte de coisas + um esforço mental pra criação ou pra lembrar de nomes estranhos e horríveis... E olha que eu nem usei Deuplécio.

Well, é isso. Até mais, fantasmas.