22 outubro 2013

Tem dia.

Tem dia que eu quero mais é que você, sua mãe, sua vó, seu papagaio e seu vizinho se fodam.

Não é nada pessoal, dificilmente é. Eu só tenho meu momento de "fiquem fucking longe de mim".

Tem hora que eu odeio conversar, só quero ficar quieta e amaldiçoar a humanidade mentalmente.

Tem hora que mesmo meus melhores amigos me tiram do sério. Hoje, inclusive, acho que cheguei a mandar um deles se foder. Mas ele mereceu, hn.

Acho que nem mesmo meu amado amor escapou. Sei lá, não importa o quanto eu ame a pessoa, me importe ou o quanto ela me faça feliz. Tem aquele momentinho que eu não quero ouvir a voz animada de ninguém. Não quero saber da felicidade alheia. Quero que seu sorriso descole da sua cara, que seu cu caia e quebre. /drama

Enfim. Por mais que eu ame conversar, falar com todo mundo, ficar perto das pessoas, no ápice do meu mau humor a única coisa que eu sou capaz de desejar pra outro ser humano-não-família é:

Vá se foder.
Assim, simples, bonito, aerodinâmico e contemporâneo. 

Não quer dizer que eu goste menos de alguém por isso... Eu só preciso de espaço às vezes... Dormir no ônibus, ficar na casa da minha vó comendo doce, sentar num banco de pedra da autonomistas sem rumo. Só ficar ali odiando tudo e todos.

É necessário pra manter minha sanidade. Então quando eu estiver de mau humor... Só me deixa em paz, só vai se foder sem eu ter que mandar e você já me faz um grande favor. Fiquem longe. Eu fico 239048925892304 vezes pior quando to de mau humor, eu quero que você se foda mais, espero e desejo que o vaso quebre enquanto você defeca na sua casa, ou que quando você der descarga na casa de outra pessoa o seu coco não desça.

Por increça que parível, eu também preciso de espaço.

E vou agradecer muito se isso for respeitado.



PS: Mas tem gente que eu quero que se foda mesmo se eu estiver feliz.

06 outubro 2013

Faz tempo

Faz tempo que não posto, que não falo nada. Bom...

Comecei a trabalhar, mudei de sala, mudou muita coisa, mas tá tudo bem. Tirando "poder fazer porra nenhuma", que se foi por eu ter um trampo agora, as coisas até que mudaram pro bem.

É engraçado como as coisas acontecem em dois meses.

Teve uma festa. Eu tirei algumas dúvidas, ouvi algumas coisas, me senti melhor comigo mesma.

Teve uma situação, um teste de "Você é capaz de não repetir um erro?". Eu passei.

Teve a saudade, teve o medo...

Teve apoiar uma decisão difícil que ia contra a minha vontade. Diretamente.

Teve muita briga também.

É estranho, é complicado. Minha vida ultimamente tá tão constante quanto alguém com bipolaridade, borderline, sei lá, foda-se. Tudo muda demais, nada dura mais que um mês e tal. Mas não é como se fosse algo reclamável.

Começaram a ver umas coisas pelo meu ponto de vista. Eu comecei a policiar umas outras coisas. Decidi perder peso por que engordei feito uma filha da puta. Eu não sei, só... Eu sou uma pessoa que não gosta de mudanças. Quem me conhece sabe disso, eu gosto de comodidade e constância. Segurança.

Ai minha vida fica oscilando diariamente.

É foda, cara, é foda.

Só queria deixar um update, afinal, esse blog é importante pra mim, pra eu saber "onde eu estava naquele fatídico dia".

Esse mês é tenso pra mim. Muitos "aniversários" de acontecimentos, eu odeio aniversários de acontecimentos... Os negativos, claro. E Outubro é um mêszinho cheio deles.

Me desejem sorte, me apoiem, estejam do meu lado. Por que todo mundo que fica do meu lado arranja uma aliada leal e filha da puta que mataria pelos amigos e tal, é. Enfim. Só isso. To meio estranha hoje.

Tchau fantasmas.
Mono, do Shadow Of The Colossus. Por que sim. O post é meu. 

15 julho 2013

Um conto solitário aleatório.



Acordou com o barulho a porta. Provavelmente o irmão acabara de sair. Que horas seriam, 15h? Mais tarde? Não importava, não fazia diferença. Antes acordava mais cedo, mas tanto faz.

Se espreguiçou enquanto empurrava as cobertas e sentava, esticando as pernas para fora. Sentiu sob os pés o carpete encardido quando se ergueu. A janela havia sido aberta, então o cômodo parecia arejado. Não que se importasse ou reparasse nisso. Saiu do quarto ainda sonolento. O portão se fechava, sinal de que estava só, podia apenas ouvir o ruído. Suspirou.

Continuou seu caminho para cozinha. Não se importava com desjejum, não mais. Abriu a geladeira e tirou de lá uma garrafa de cerveja, uma das pequenas, mas gelada. Abriu e voltou para o quarto sem pressa, tomando um gole ou outro. Nunca havia gostado daquilo. Daquele sabor amargo e estranho, daquela bebida amarelada. Mas ultimamente era bom, lhe fazia bem.

Não é como se alguém se importasse com ele. Antes alguém se importava, mas já foi.

Ao entrar novamente em seu quarto, parou diante do espelho.

Estava pálido, magro, seus cabelos estavam caindo cada dia mais, as olheiras tão escuras e profundas que não precisava ser muito perspicaz pra saber que ele não dormia bem. Parecia destruído, um corpo abandonado por ele mesmo. Juntou os lábios finos ao gargalo da garrafa de vidro e a ergueu, sentindo o líquido escorrer pela sua boca e descer até sua garganta. Seu celular tocou. Atravessou o quarto e o apanhou do chão, logo atendendo.

- Alô?
- Ah, oi... Sou eu. - Disse a voz feminina do outro lado da linha.
- Eu quem? - Respondeu.
- Eu, ué! Falei ontem que ia te ligar hoje pra sairmos de novo... Noite passada foi muito divertida... Adoraria repetir. - Disse manhosa, com a voz arrastada numa tentativa de sedução.
- Claro, claro... Quando você quer? Hoje?
- Aham, pode ser?
- Pode sim... No mesmo horário?
- Às 20h? Tudo bem!
- Fica marcado então, até lá. Tchau.
- Tchau... Imagine meus beijos até lá...

Ela riu e desligou o telefone. Outro suspiro. Tinha sido assim desde que ela foi embora. Muitas passando pela sua cama. Conheceu também outras camas. Ele não era feio, apesar de descuidado, e era divertido quando queria ser. Seus cabelos dourados, seus olhos azuis. Se ele se interessava elas se abriam para ele, literalmente. A única que não quis mais foi a que o deixou. Ele achou que era o que ele queria, ver-se livre dela. Mas não era. Ela o amava, ela cuidou dele, ela o tratou bem. Ela o transformou no único homem do mundo. Ele era o mundo. O mundo dela.

E então ele a perdeu, ela foi embora. Nenhuma outra será nunca capaz de amá-lo tanto, cuidar tão bem dele, acolhê-lo daquela forma. A garota sabia do que ele gostava, o que o agradava, como fazê-lo feliz... Além de ser linda, como poucas outras com ele ele dormiu eram capazes de ser.

Acabou a cerveja.

- Acho que você devia parar de beber. - Disse ela.
- Voltou pra me assombrar?
- Mas é claro! Eu sempre volto, sempre volto pra você.
- Mas não volta de verdade... Só é mais uma alucinação.
- Claro que sou uma alucinação, você acha que eu perderia meu tempo real com você? Depois de você ficar... Assim? - Disse com um tom animadamente cruel enquanto se aproximava dele recolhendo algumas roupas do chão e murmurando coisas como "eu gosto dessa camiseta, combina com você".
- Só fiquei assim... Por que você foi embora.

Ela sorriu e ajeitou os lisos fios negros atrás da orelha e parou na frente dele.

- Você me mandou embora, lembra? E então virou o tipo de pessoa que me enoja. Eu te amava tanto... Mas fazer o que? Essas são as consequências dos seus atos, sabe? Sua vida. Isso me magoa, querido.
- Magoa nada. Se magoasse você voltaria.
- Ora, não confunda as coisas. - Ela se abaixou na frente dele colocando as mãos sobre as dele - Eu me importo, mas não quero me aproximar de você. Eu prometi, certo? Eu cumpro sempre minha palavra, meu anjo, você devia cumprir a sua.

Os olhos dele se encheram de lágrimas. Ele não era e nunca fora o tipo de homem que chora, mas por ela... Pra ela... Já havia chorado tanto diante daqueles olhos cor-de-esmeralda. Só ela era digna de suas lágrimas. Sua mulher perfeita, sua musa. Tão sua que fora embora. Colocou as mãos contra o rosto ouvindo a garrafas cair no chão, mas não quebrou. As lágrimas escorreram mornas e silenciosas. Ela o abraçou.

- Eu sei que você sente minha falta, mas bebida e vadias não vão me trazer de volta... Nada vai. Você me perdeu, e foi uma perda definitiva. É cruel e doloroso, mas você está sozinho, mais do que já esteve em qualquer outro momento da sua vida. Você não tem ninguém, você não ama e não será amado por isso. Você não sabe mais sentir.
- Por que... - Disse entre soluços, embora falasse baixo - Por que você é tão cruel?

Ela então se aproximou de seu ouvido, ainda sorrindo, e sussurrou docemente enquanto acariciava seus rosto.

- Por que eu sou cruel. E você quer isso de mim, a cruel verdade. E ai está ela. Delicie-se.

E sumiu no ar.

E então ele voltou a estar sozinho.

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Sei lá, deu vontade de retratar uma angústia aleatória. Foi divertido, eu tava no clima.

Abraços fantasmas, vão possuir pessoas pra elas comentarem, go!

see ya

07 julho 2013

Sonhos

O foda de ficar pensando em coisas ruins antes de dormir, é que elas voltam piores nos seus sonhos.

Não eram medos, mas sonhei com a tal da garota (estranhamente morena no sonho) e tinha tipo o Jason e eu sabia que era um sonho. E ele atirou em mim, tipo, na cabeça e tal, e no corpo e eu cai no chão e fiquei lá morrendo. Ai eu bati na cabeça dela e disse "poxa, desculpa, foi sem querer" enquanto eu morria. q

Mas ai eu não morri e bati na cabeça dela de novo depois e novamente disse que foi sem querer. Sei lá, foi engraçado. E mesmo sendo um "pesadelo", pra mim foi engraçado mesmo lá, por que eu sabia que era um sonho (eu normalmente e estranhamente costumo saber no sonho que to sonhando) então eu fiquei lá de boa morrendo sem me importar.

Ai do nada eu viajei pra praia (minha família, pai, irmão e a mulher do meu pai tão indo pra praia) e eu lembrei "porra o Bruno vai pra casa hoje" e entrei em desespero querendo voltar pra casa. Só que ai tinha uma lenda de um espírito dum cara que ficava andando de bicicleta pelo bairro Califórnia e Gaivotas em Itanhaém (curiosamente onde fica a casa na praia) e se você olhasse pra ele, ele te matava (oêee) e eu falei pra não-sei-quem que já tinha visto o cara quando eu tava andando de bicicleta, mas foi tranquilo e ele era legal. q

Então estávamos na casa da praia e meu pai disse que ia pra sei-lá-onde de carro, e eu falei "me deixa na rodoviária por que eu preciso ir pra casa da minha mãe, o Bruno tá indo pra lá" e quando ele foi responder eu decidi acordar por que eu tinha dormido demais.

Eu meio que fiquei acordando entre momento ou outro do sonho várias vezes, mas eu voltava a dormir pra saber como acabava. q

Pois é, meus sonhos são estranhos e tal, I know. E ai você se pergunta, nobre espírito que assombra esse blog, mas não era um pesadelo e as coisas voltaram piores? Pois é, meu conceito de pior vs. sonho é estranho por que eu não me impressiono com o que acontece no meu subconsciente perturbado. Acontece que eu estava pensando em amizades que deixaram de valer a pena mesmo depois de anos existindo, e a garota, pra mim, é quem tomou meu lugar pra muita gente. E ela é loira, né. Então ela tava lá, e se eu não me engano, meu ilustríssimo namorado também estava, o que me perturbou por que uma pessoa que pro meu subconsciente é A USURPADOOORAAA (8' -n ficar perto de pessoas que eu atualmente gosto é chato, cara. q

Mas é tranquilamente engraçado por que eu bati nela. ~win~

Eu bateria na vida real também, mas enfim, tenhamos foco q

Bom, foi isso por agora, um sonho bizarro que eu decidi compartilhar, onde eu morri e bati numa garota inocente (por que não foi ela que tirou meu lugar, foram as pessoas que eu gostava que me deixaram pra trás por motivos idiotas, ela é só uma desculpa pra eu não me aborrecer com pessoas que eu amei outrora. Bonito, né?)

Well, se você achou legalzinho, comenta ai, sei lá, é legsal quando tem comentários. Espíritos, possuam o corpo das pessoas e as façam comentar aqui! Por favor! Eu gosto de vocês, espíritos. <3

Atéeee a próxima. :3

Little Alice is hungry!

05 junho 2013

O Fim da Espera

Ela esperou.

Claro que ela esperou, ela sempre esperou. Não pelo calor, não pela sensação, mas pela comodidade. Como, você deve se perguntar? Ela, em sua esplêndida magnitude e eterna indecisão, pensou ter descoberto que seu desejo era um simples laço. Seu coração lhe disse que o fardo de outrora talvez representasse hoje um alívio, mesmo que ainda próximo, ainda ao seu lado.

Eu não sei ao certo o que ela esperava, sendo realmente sincera. Se os resquícios de sua ingenuidade infantil realmente a levaram a crer que aquilo seria possível. Sua razão lhe disse antes, que não, que era ridículo, e por um tempo ela acreditou no certo. Na verdade. O problema foi quando ela achou que devia discordar daquilo. Foi quando ela pensou que havia uma possibilidade de contato.

"Pelos velhos tempos" murmurou a si mesma enquanto encarava um teto sem graça em meio aos seus devaneios. "Por que não dá pra simplesmente jogar tudo isso fora... Certo?"

"Errado." respondi.

Eu nunca gostei dela, ela me atrapalha e torna coisas simples em problemas tão intensos que sinto vontade de apertar seu pescoço e admirar enquanto a vida abandona seus olhos bondosos. Sua bondade é ridícula. Voltei então a falar, na esperança de enfiar algum juízo em sua tola cabeça.

"Por que você pensa em voltar pra perto de algo que te fez mal? Algo que não faz mais sentido perto de você? Por que você insiste em querer sentir dor?"

"Mas... Eu não acho que vou sentir dor..." replicou ela infantilmente. "Aquilo não me faria mal, esses dias passaram, agora é um novo dia, é um novo momento em nossas vidas, é uma nova oportunidade para..."

"Você perceber como você não era tão importante assim? Você assistir de perto como você passou? Como nenhum deles sente sua falta? Você acha que é coincidência não falarem mais com você? Não estão ocupados, não estão distraídos. Eles fizeram uma escolha."

"Mas... Eu também posso fazer uma escolha..."

"Não é uma escolha existente pra você. Você não tem esse direito, pare de querer tomar pra si coisas de que você abriu mão. Isso é patético e triste. Você é patética e triste."

"N-não! Veja... Eu só quero ter um pouco do que eu tinha antes..."

"Veja você." Disse ríspida segurando-a pelo braço e encarando-a com toda fúria que me consumia graças a sua débil teimosia "O que você tinha antes agora é um passado distante. O que você tinha antes se foi, está morto pra você. Sua implicância com o passado me enoja e irrita, eu estou simplesmente cansada de ter que perder o meu tempo dizendo coisas óbvias pra você, criatura estúpida, mas sabemos que isso é necessário por que dependemos uma da outra. Então entenda. Agora você tem outra vida, outras pessoas, outras preocupações, e sua estupidez crônica só nos atrasa. O que mais vale pra você? Sentar e lamentar um passado morto ou olhar pra frente e cuidar do que você tem? Quem vai cuidar do que existe agora? Nós duas sabemos e sempre soubemos que estamos sozinhas boa parte do tempo, agora esse tempo é menor, o meu tempo com você é menor, mas se você continuar agindo dessa forma, esse tempo voltará a ser extenso... E eu sei que você não quer ficar sozinha comigo tanto quanto eu não quero ficar com você."

"Você sabe o quanto foi importante... Pra nós duas..."

Foi inegavelmente importante, não sou hipócrita. Mas passou. Mesmo assim, depois dessa conversa ela continuou esperando tolamente pra que seu desejo se realizasse. Ela tentou, esperou, achou que daria certo. Até que ela recebeu a punhalada.

Foi divertido observá-la sangrar e tombar inerte, ficando no chão por um tempo ao ver que seus temores se concretizaram. Mas eu pude ver em seus olhos o desdém instalado. Ela não queria que aquilo tivesse acontecido, mas aconteceu. Ela desejava o melhor, desejava coisas boas... A mesma ladainha de sempre, e eu sabia que essa tênue convicção tombaria em breve. Infelizmente a dor dela me afeta um pouco, mas me anima. Ela acordou. Ela finalmente se viu livre do delírio patético que tinha. O resto de sua ingenuidade e confiança escorrendo por entre seus dedos pálidos. Seu corpo deixou de se mover. Ela não está permanentemente morta, muito pelo contrário, ela só está temporariamente apagada.

Nesse momento apenas me sentei e a observei de cima, ali, triste e jogava no chão sobre uma poça de sangue. Ela parou de esperar que a vida fosse a coisa meiga e harmoniosa que ela achou que fosse. Ela parou de esperar que seria para sempre lembrada como alguém incrível e única. Ela desistiu de acreditar que era tão importante pra pessoas que não a procuravam.

Ela finalmente aceitou que o que havia às suas costas jamais a alcançaria de novo. Eu vejo em seu rosto pálido encostado no chão, um sorriso débil manchado de vermelho.

O fim da espera a fez ver que ela estava finalmente livre.

E ela começaria então a olhar apenas pra frente.


26 maio 2013

Minhas músicas - I

.
Decidi começar outra coisa "nova" no meu blog. Músicas que eu peguei pra mim, e talvez eu diga o motivo.

Pra estrear, uma música que eu ouvi e comecei a chorar por que foi basicamente a história desse dia (26/05). Começou a fazer sentido com hoje cedo, antes de sair de casa pro treino. Eu estava lá no quarto do namorado enquanto ele tinha ido fazer as coisas dele, esperando. E sentei de frente pra janela. O apartamento em que ele ele mora é, basicamente, gelado pra caralho. Mas eu gosto disso, enfim. Eu sabia que estava calor, mas lá eu estava congelando, ai abri a janela e fiquei com o sol me esquentando dentro do quarto frio com o sol na minha pele. Ai a música já começou a fazer sentido. O resto provavelmente é auto-explicativo, mas depois de mostrar a música eu explico por que.


Cold Day In The Sun 
 Foo Fighters


Took the high dive into your brain
And you made your lonely calls
You just might wear your welcome out
If you don't let it go

There's nothing that you couldn't say
Cus you've said it all before
I think it's time you walked this lonely road all on your own

It's your cold day in the sun
Looks like you're bleeding heart
Has already won

I wish I could take it away
And save you from yourself
You get so lost inside your head like no one else

Are you looking for someone to blame?
Did you blame me all along?
You'll take the heat, but you would never take the fall

It's your cold day in the sun
Looks like you're bleeding heart
Has already won

You're so afraid
That you are the only one
That you are the only one
You know

Don't be afraid
Cuz you're not the only one
You're not the only one
I know

It's your cold day in the sun
Looks like you're bleeding heart
Has already won

It's your cold day in the sun
Looks like you're bleeding heart
Has already won



Bom, eu tive um dia de merda e logo em seu fim ouvi essa música. E é pretty much como estou me sentindo
agora. É tudo muito válido, principalmente os versos 4 e 5. E tipo, inevitável no meu estado mental não associá-la a mim e ao dia de merda que eu tive. Não sei bem como explicar, mas músicas com esse efeito me fazer pensar e perceber coisas sobre a minha situação e etc, então... Sei lá, me fez bem, ao menos um pouco. Então... É isso ai, ouçam, a música é muito boa. Tranquila, "fofa", mas é muito válida. E como as outras músicas do tipo que vou postar, também é muito minha.

See ya, ghosts.
.

07 abril 2013

A vida, aquela vadia ingrata.

Sabe, eu fico pensando na vida e em como ela é estranha e pode mudar repentinamente, e percebo que ela não é algo em que se possa confiar.

Por que? Bom, é simples. Num dia você conhece uma pessoa. Vocês se apaixonam, conseguem ficar juntos e tudo é lindo, tudo é mágico. Você ama aquela pessoa com toda sua força, você faria de tudo por ela. E ela te ama também, você sabe disso. Ela cuida de você, fica do seu lado, faz de você a pessoa mais feliz do mundo. Até que tem uma briga ou outra, mas nunca nada grave. Você passa bons anos ao lado dela, e então um dia, as pequenas brigas fazem tudo virar um inferno, e as incontáveis juras de amor ao pé do ouvido são apenas um sonho distante, morno e delicado, longe da planíce gélida que é agora o seu relacionamento.
Aqueles momentos perfeitos. 
Chega num ponto que aqueles momentos deitados num gramado encarando um céu no fim da tarde deixam de ser lembrados, e tudo o que importa é toda e qualquer coisa negativa. Deixa de ser sobre cuidar, amar, dar amor e vira apenas possuir, isolar, questionar. Você quer tirar aquela pessoa do mundo por que tudo à sua volta parece uma ameaça. Qualquer um pode tirar aquela pessoa de você, e ela iria embora rindo sem se importar. Na sua cabeça, a pessoa está por um fio de te deixar. Então você se transforma num monstro possessivo e cego, que mais fere do que zela.

E então, todos os bons e iluminados momentos se tornam um nada. Menos carinho, mais brigas, menos conversas, mais ignorância, menos atenção, mais raiva. Deixa de ser bom, deixa de ser feliz. E então chega num ponto em que tudo o que era pra sempre se prova falso. Todas as expectativas são frustradas. Toda a felicidade que tiveram outrora cai e se estilhaça no chão como delicadas taças de cristal, e depois se transformam numa poeira carregada pelo vento.

As pessoas se cruzam num mercado, se veem. Olham para direções opostas, passam um pelo outro, ninguém diz nada. Se encontram na rua, talvez. Também se veem. Simplesmente continuam seu caminho. Mesmo compartilhando anos de sua vida, mesmo, talvez, conhecendo um ao outro melhor do que qualquer outra pessoa, mesmo tendo um dia tido a coisa mais bonita e forte... Acabou. Pois a vida tirou isso deles.

Não é como se a vida deles acabasse, as pessoas sempre seguem em frente, encontram outras pessoas, são felizes novamente. É o fluxo da vida, afinal. Mas a confiança que a vida tira. A fé que você teve um dia de "amor é para sempre" é desfeita. E por mais que depois você queria acreditar, queira muito por na cabeça que o amor pode sim ser eterno... Você lembra que a vida te bateu na cara da última vez que acreditou nisso.

E então a insegurança se torna maior, embora o novo amor seja forte feito diamante, aquela insegurança sempre vai ficar lá... "Se cansaram de mim uma vez, vão cansar de novo..." esse tipo de pensamento, a sensação de não ser o suficiente. A vida te dá um debuff pra você levar na cabeça. A insegurança da primeira falha.

Eu tenho essa insegurança, a carrego comigo. Mas eu confio, eu acredito e vou lutar por isso. Claro que sou insegura, a vida me odeia e gosta de tirar meu biscoito e chutar meu joelho. Mas eu confio naquela pessoa, eu confio que pode dar certo. Eu acredito de verdade nisso. Eu sou o tipo de pessoa que coloca todas as fichas numa só possibilidade, por que acho ridículo tentar mais de uma. E tudo o que eu tinha está nessa. Então, quem sabe, não seja algo duradouro? Duradouro será, mas... O que impede disso seguir até perder de vista, e os bons momentos não serem algo inicial, mas algo infindável.

Eu não sou uma pessoa otimista, eu não tenho esperança, eu não acredito em "pra sempre".

Mas no momento, eu quero acreditar. Eu quero que seja verdade. Eu espero pelo melhor.

E não vou me arrepender se der errado por que não vou deixar. Vou por no da vida antes que ela ponha no meu. q


É isso ai por hoje, um pequeno desabafo sobre isso, sei lá. Só pra constar, eu estava muito pensativa hoje. Até a próxima então, fastasminhas.